% É dessas sombras que eu sentia velar nas noites minhas... /~theanthem
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syren le fay

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From ashes to ashes, From lust to dust. [10 Nov 2005|09:40pm]
[ mood | estudando (?) ]
[ music | my chemical romance % i never told u what i do for a living ]

Alguns velhos hábitos não se desfazem, dentre eles, repetir um texto já publicado em outro lugar (blog). Por isso, conforte-se onde quer que esteja sentado e reúna toda a sua boa vontade. Vai precisar se quiser ler isto (e olha que eu ainda resumi meus pensamentos):



Desde os primórdios (será que os primórdios realmente se preocupavam em saber este tipo de coisa?), um dos principais conflito na mente humana estão baseados em perguntas já consideradas clichês. "De onde viemos?", "Para onde vamos?", "Por que existimos?", "Será que existimos?", "Existe destino?", "O que mais existe além de nós?", "Será que é só isso quando acaba a vida?".
Bom. Acho que não haveria essa nossa sociedade se um ou outro indivíduo não tivesse procurado alimentar uma curiosidade dessas. A base de todas as civilações está na construção do homem. Homem, que nada mais é senão uma máquina biológica. E quem é que controla essas máquinas? Seríamos nós a criação de Deus, prestes a fazer-se Deus, simulando inteligências artificiais?
Acho que todo raciocínio se constrói de princípios. A princípio, as perguntas:
De onde viemos?
Acho que já foram criadas diversas teorias. A colisão de dois sóis que causou a destruição de um deles, formando meteoros, planetas, e fragmentos compostos de matéria orgânica que começou a se desenvolver. Parando para pensar... A matéria orgânica se desenvolveu, dando origem a animais cada vez mais desenvolvidos... Mas, se cada ação e reação não passa de um desenvolvimento químico/físico, então, teoricamente, não existe raciocínio. São apenas reações químicas e físicas do corpo, do cérebro... Não somos tão diferentes dos animais. Apenas mais desenvolvidos, mas não racionais. Racionais a ponto de criar personalidade, crença, diferentes interaçõs sociais. Elementos da personalidade? Ambição. Ambição que busca, que procura, que anseia, que se inconforma... Procura sempre mais, sempre respostas. Mas será que estamos mesmo a nível de conseguir essas respostas que tanto queremos? Chegamos a um ponto de dizermos tão bons que fomos criados à imagem e semelhança de um Deus que deu origem a tudo e a todas as coisas. Ou até mesmo de dizer que a realidade não existe, é apenas um sonho de um único ser realmente existente no universo. Ou talvez sejamos meros corpos descartáveis providos de alma imortal. Ou talvez sejamos meras marionetes de alienígenas criadores do universo, que nos usam e se divertem vendo como reagimos à vida!! Ah! A única verdade é que todos chegam ao final da vida sem realmente saber o que ela é.
O mundo que a gente vê é só parte do que existe. O que a gente pensa que existe, na verdade, é só uma de infinitas possibilidades. O que é a realidade, afinal? O que realmente existe?
É nisso que a ambição atrapalha. Por que toda essa questão de saber a verdade? O universo é grande demais, e talvez, ele não seja sequer um milésimo de tudo o que realmente existe. "Verdade" é um conceito humano. Não existe verdade.
Para onde vamos?
Paraíso, inferno, mundo espiritual, segundo plano, terceira dimenção, quadragésimo sexto céu, sete palmos abaixo do solo... Podemos ir para qualquer um desses lugares, para todos eles, ou para nenhum deles. Sinceramente? Eu acho que não vamos para outro lugar senão a sete palmos abaixo do solo, se decompondo e se recompondo. Quem sabe numa próxima "vida", não podemos ser uma pedra ou um dos elementos que compõem a chuva ácida?^^ Isso é o que eu acho. Nem eu, e nem ninguém, pode afirmar se é a verdade.
Por que existimos?
Por nada. Simplesmente existimos. Se formos nos perguntar todas as coisas que queremos saber, chegaremos a um incansável ciclo de perguntas que sempre anda ao redor de uma mesma idéia. Razão é outro artifício humano. Não existem razões, não existem motívo, não existe verdade e não existe raciocínio...
Será que existimos?
Isso é relativo ao conceito de existir. O que é existir? Ter um corpo no mundo, que age, se sustenta, gera trabalho ou simplesmente estar lá, ao alcance de sua vista? O que é ser de verdade? Tudo aquilo que é tocável? O tempo pode ser de verdade. Você não pode tocar o vento. Fatos? O que são fatos? Aquilo que é certo, provado e inquestionável? Certo. O céu é azul. E se a pessoa que estiver vendo for dautônica? Tá, o céu pode não deixar de ser azul por isso. A maioria vê azul, então é azul. Mas isso é o que você vê. E se o que for de verdade estiver muito além do que as pessoas são capazes de tocar e enxergar? E se a dor que você sente num corte for apenas sua imaginaão? O que você vê e toca, pode não ser real. O mundo está dentro de seus próprios conceitos. O que existe, para o ser humano, é só o que está ao redor dele. O mundo e a realidade podem ser muito mais. Tudo não passa de relatividade de conceito.
Existe destino?
Para início de conversa, eu não acredito em destino. O tempo pode ser de verdade, mas não deixa de ser um conceito humano. Não acho que a vida seja criada a partir de uma linha do tempo pré construída. Razão? Destino? O que acham que somos, peças de um tabuleiro jogado por Deus? Não. O mundo não tem essência. Sentimentos, razões, tempo, destino... São criações e conceitos humanos. Nada disso existe, realmente. Ou será que existe? Talvez as pessoas só usem isso como escape. Provavelmente, se alguém entendesse a vida, ficaria louco. Está muito além da compreensão humana. Somos fracos. Vivemos de nós mesmos e do que nós criamos. Apenas do que vemos, tocamos e acreditamos. A realidade não é humana. Não é para nós...
O que mais existe além de nós?
Muita coisa, provavelmente. Coisas que podemos vir a descobrir, um dia. Coisas que nunca vamos descobrir. Coisas que podem ter existido e que não existem mais, e nós nunca soubemos. Talvez já tivesse vida na Terra muito antes de nós. Vida "inteligente". Vida que foi devastada há muito tempo, sem deixar qualquer vestígio, assim como está fadado a acontecer conosco. O que existe é só o que sabemos. Afinal, se ninguém souber, é como se nunca tivesse acontecido... A verdade não é estável. Ela muda conforme o que sabemos. Assim que descobrimos uma coisa nova, a verdade muda, não quer dizer que ela tenha sempre sido a mesma. Afinal, ao nosso modo de ver, ela era outra antes, não? Se você fizer algo considerado errado e ninguém ficar sabendo... É como se nunca tivesse acontecido. Ninguém sabe. Ninguém vai saber. Nunca aconteceu. Não faz diferença... Ou será que faz? E se faz, qual diferença é essa? Ahh... A velha relatividade de conceitos.
Será que é só isso quando acaba a vida?
Bom, se a vida é nosso corpo orgânico, é. É só isso. Vem algo depois? Vem algo além? Nós temos alma? Uma forte energia? Ou seria um mero sentimento forte causado pelo nosso corpo como forma de auto-defesa emocional para nos estabilizarmos como seres humanos providos de sentimentos? O que é a verdade? Relatividade de conceitos...




"Quem sabe onde está a verdade? Nos sonhos do poeta, nas visões do monge, nas canções obscenas do marinheiro, na cabeça do doido, na palidez do cadáver, ou no vinho ardente da orgia? Quem sabe?" (...)
fragmento de O Macário - Álvarez de Azevedo
(o senhor de todos os românticos...)

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[01 Oct 2005|09:18am]
Esperem. Um segundo.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH
Pronto.
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bem vindo ao mundo real. ~ [28 Sep 2005|12:34am]
[ mood | uncomfortable ]
[ music | scorpions % someday is now ]

Hora de ressurgir das cinzas, como a sagrada fênix em suas flamejantes asas da paixão! Recoberta de um novo descobrir do mundo, onde nada jamais poderá combater com o poder do verdaeiro interior das pessoas. Fantasiando o mundo como se sua vida fosse seu castelo, e você, o seu rei guerreiro, revestido por todo o misticismo medieval e o seu cavalgar elegante que atravessa o portal dos sentimentos.

BOBAGEM! Isso aqui é a vida real. Diga bom dia, bela adormecida, você agora está vivendo em meios aos miseráveis seres humanos. Vermes! Vermes, eu digo. Criaturas que se dizem à imagem e semelhança de Deus, mas tão recobertas com qualidades do Diabo. Imaginem, então, se tivéssemos sido criados à imagem e semelhança do capeta.

Eu simplesmente cansei. Cansei de modéstia, cansei de ingenuidade e cansei de ignorância. Ignorância de falta de informação, falta de capacidade, BURRICE. Burros. Cansei de "ah, mas algumas pessoas são diferentes". Não. Somos todos as mesmas máquinas biológicas, criadas com o mesmo propósito de se reproduzir e se multiplicar. E adivinhem só, estamos fazendo direitinho ^^

Já ouvi muito papinho de "o-mundo-é-um-lugar-feliz" ou de "o-mundo-não-vale-nada". Dois exarcebados, um alegre, outro triste. Nada mais. Algumas pessoas parecem que gostam de prolongar momentos da vida, e acabar generalizando-a demais. Sim, momentos. Certo dia cheguei à magnífica conclusão de que a vida é feita de momentos. "Tristeza não tem fim, felicidade sim". Sempre quis saber quem inventou isso, pra ir lá dar uns cascudos no infeliz! Francamente! Até eu já tive meus motivos para dizer que a vida não presta (ah, tive sim ^^), mas nem esses foram suficientes para eu simplesmente julgar a vida uma total desgraça (apesar de já tê-lo feito muitas vezes). Isso tudo não passa de egocentria. E querem saber? Nesse ponto, admito ser egocêntrica xD

Ah, mas a-vida-é-linda-e-tudo-vai-dar-certo, pá pá papo furado! Algumas pessoas são bestas demais. Acham que pensam grande. Acham que pensam certo. Acham que jamais fariam com os outros o que já fizeram com elas, mas fazem siiim. E nem sempre tudo é como pensam. E será que pensam? Não pensam nada. Só pensam como todo mundo.

O que era para ser a criação mais perfeita de Deus, não passa de uma mera máquina biológica quase programada pelo sistema. Pequenos. Vermes. Insignificantes. Desprezíveis. Egoístas...

Pára de ler isso e vá agora dar uma volta! Talvez você aprenda alguma coisa útil com os insetos.

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[01 Jul 2005|11:43pm]
Quanto mais eu tenho a dizer, menos eu tenho como falar...
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[26 May 2005|03:43pm]
[ mood | thoughtful ]
[ music | % farewell - avantasia ]

Hm, meia noite eu ainda vou considerar como quarta, porque eu sei que a maioria das pessoas que ler isso aqui e visse "Quinta, 00:25", poderia pensar que é quinta à noite, e não, é madrugada de quarta pra quinta. Mas por que eu tô me preocupando com isso? Não sei, apenas me preocupo. Sei lá. Acho que são pequenas coisinhas, pequenos caprichos e pequenas coisas podem fazer toda a diferença.
Podem discordar se quiserem, mas ultimamente eu tenho pensado que o ser humano têm perdido sua capacidade de se impressionar com as coisas. É como se tudo o que havia de ser descoberto, já foi, e a gente apenas vive à mordomia das descobertas do passado. E é exatamente essa mordomia que têm feito as coisas parecerem mais sem graça, e as pessoas terem mais dificuldades para lidar com certos, hm, problemas?

Vou dizer no que eu acredito.
O psicológico de uma pessoa pode ser tão forte que é capaz de mudar toda uma estrutura física, como a cura de uma doença grave, uma depressão, ou até mesmo a criação delas. Por isso, não vou dizer necessariamente que é importante, mas é bom ter algum tipo de crença, Alguma coisa maior e extraordinária, onipotente, onisciente e onipresente, que e capaz de mover até mesmo aquela "alma perdida". Lembrando de uma conversa hoje na aula, me veio a vontade de comentar sobre isso. Bom, depende muito da cultura e da individualidade da pessoa, mas eu acho que o que faz milagre não é algum tipo de Deus, mas sim a fé. Não importa que tipo, seja em algo sobrenatural, concreto ou até mesmo egocêntrico, se for tão forte a ponto de fazer uma grande diferença, é, eu acho que vale a pena.

Mas o que parece que está acontecendo hoje em dia? Algumas pessoas se deixam levar e param de acreditar. É mesmo irônico eu falar isso, uma vez que não sou religiosa muito menos acredito em uma força divina. Porém respeito e algumas vezes até invejo aqueles que encontram aí uma maneira mais fácil e talvez até melhor de viver a vida. Só que as pessoas que deixam esse caminho, muitas vezes, tendem ao lado mais depressivo. Por exemplo "Deus não existe mesmo, de que adianta viver?", ou têm dificuldade pra buscar motivação pra problemas PEQUENOS. Alguém já reparou como é muito fácil ficar triste, mas pra depois se alegrar é mais difícil? É aí que entra o que eu disse sobre a capacidade de se impressionar com as coisas. As pessoas ficam tão focadas num certo "problema" que às vezes nem é grande coisa, que esquecem de ver que o que está à volta é tão maior e ao mesmo tempo são... simples. Por que não olhar para pequenos animais e se surpreender? Por que não se motivar por um sorriso sincero? Por que não tentar ser você aquele a dar este sorriso sincero?

Por isso mesmo que eu sempre digo que, algumas vezes, é a própria imperfeição das coisas que as tornam perfeitas, assim como o aprendizado muitas vezes vêm de um erro.

Por tanto, viva a vida, pois a vida é bela, a banana amarela, o mundo é gay e o resto é pscicológico \o/~

* coloquei esse texto ontem, no blog.

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i locked myself inside these walls, cause out there i'm aways wrong [05 May 2005|07:50pm]
[ mood | stressed ]
[ music | Judgement Day % Pennywise ]

Noh... Kira, me desculpe, mas eu não tô muito afim de modificar o layout aqui não, quando der eu ajeito...

Não sei bem o que eu tô fazendo escrevendo aqui, era para eu estar estudando ou coisa parecida, mas não adianta, eu sempre me deixo levar pelo meu humor. E o de hoje com certeza não é dos melhores.

SAAAAAAACO.

Foi embora de novo. QUE MERDA. Odeio isso. Nem escrever mais eu consigo. É como se as coisas insistissem em se manter trancadas dentro de mim... Eu não aguento isso mais... Eu não gosto de manter as coisas... Isso acaba comigo... Só que eu não posso falar nada. Nunca acho as palavras, para tudo que eu digo todo mundo interpreta de um jeito ou acaba dando balela no final... Ah... Nem...

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[28 Feb 2005|09:40pm]
[ mood | confused ]
[ music | my city, my town - scorpions ]

Eu nunca tive problemas para me expressar. Quero dizer, já houveram vezes em que as coisas vinham à cabeça com tamanha velocidade que transmitir para palavras era quase impossível. Eu fico me perguntando qual é o obstáculo dessa vez. O que, afinal, me impede de fazer o que antes eu conseguia com tamanha facilidade?

Se eu já tentei me responder isso? Ora, claro que já. O problema é que as respostas podem ser tantas que talvez eu nem mesmo saiba qual pode vir a ser aceitável. Se eu posso pelo menos citar alguma delas? Bom, eu acho que sim. Existem diferentes tipos de pessoas e diferentes tipos de tendências. Eu, no caso, me encontro ocasionalmente em dois tipos completamente diferentes. A oposição entre o meu pessimismo e o meu otimismo às vezes chega a ser impressionante até pra mim. Pessoas otimista provavelmente diriam a si mesmas que tudo não passa de uma insegurança inútil e completamente sem base, olharia para os lados dando maior importância ao seu bem estar e ao dos outros do que para os próprios problemas que, perto do que é a maravilha da vida, não são nada. Já as pessimistas colocariam tudo nas costas de uma vez só, com pensamentos acumulativos e sensações ruins desnecessárias, diriam que não vale a pena permanecer num mundo onde tudo parece dar errado. Agora a dúvida não está exatamente em um dos termos, e sim, no que fazer. Esconder os pensamentos e sentimentos, não demonstrando qualquer tipo de fraqueza porque as pessoas simplesmente não se interessam por sua vida pessoal ou podem acabar achando que você só faz drama, ou se abrir e evitar perder oportunidades. É. Mas que oportunidades?

Eu sei que ninguém perguntou, mas eu vou dizer o que é que eu acho. Não necessariamente disso tudo que eu escrevi, mas de umas coisas aí que eu sei que ninguém nunca tá interessado em saber. Sei lá, noto quase todo dia alguém reclama das coisas que faz e da vida que leva. Ah, certo, eu mesma faço isso de vez em quando (eu disse mesmo de vez em quando? ahh, acho que é um pouco mais do que só de vez em quando). Quero dizer, porque as pessoas culpam a vida por tudo o que acontece? Algumas vezes eu esqueço algo que eu mesma digo, que é a própria imperfeição das coisas que as torna perfeitas. Pra mim o conceito de perfeição é algo um tanto quanto subjetivo. Como outra frase minha diz, estamos sempre vivendo inevitavelmente o hoje de um ontem que já passou por causa de um amanhã que nunca existiu. Não sei se por acaso alguém já parou para pensar, mas as pessoas estão sempre tão preocupadas com o que aconteceu e com o que pode acontecer ou esperam que aconteçam, que acabam se esquecendo que viver o presente, apesar das influências do passado e futuro, é ainda mais importante do que lembranças e inseguranças. A vida é maravilhosa seja como for. Não importa o quão desgraçada ela pareça ser, pode haver sempre alguém, queiramos ou não notar, que se esforçaria para tentar mudar uma cara ruim. Ou sei lá. Vida a gente tem uma só, né? De que adiantam lamentos e arrependimentos, se viver de sorte e mordomia é tão... chato? Tá certo que qualquer um acharia uma maravilha se tudo o que quisesse desse certo, mas o mundo é grande, há outras pessoas, e as pessoas são diferentes. Às vezes duas pessoas cruzam um mesmo caminho, e a coisa só dá certa para uma delas. São com coisas assim que a gente explica como nada pode ser assim tão "perfeito". E é com essas mesmas coisas, também, que as pessoas abrem portas para que ambos os lados possam ser beneficiados. A gente precisa quebrar a cara algumas vezes pra fazer a cabeça. Não é mesmo?

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but i'll never regret it [18 Feb 2005|10:48pm]
[ mood | worried ]
[ music | what you are - audioslave ]

Arrependimento, s.m. Pesar do que se fez ou do que se pensou; sentimento de dor; contrição; mudança de opinião.

Há sempre quem diga que "não se arrepende de nada do que tenha feito" ou que "é melhor se arrepender de algo que se fez do que de algo que não se fez". Ah, sim, eu normalmente digo isso. Mas será mesmo? Quero dizer, é praticamente impossível alguém nunca ter se arrependido de algo. Pode até ser que não queira se arrepender, ou que não demonstra, mas é claro que têm sempre aquelas coisas das quais a pessoa se compunge. Se alguém pegasse todas as pessoas que já pensaram sobre as coisas que fez e aquelas que realmente buscaram mudar, acho que a diferença é um pouco grande. Por quê? Sinceramente, eu não sei.
Aí me perguntam: "E você? Já se arrependeu de alguma coisa?". Com certeza sim, embora eu ainda prefire a hipócrita teoria de que não devíamos nos arrepender de nada. Do que, exatamente, eu me arrependo? Atos concretos e pensamentos abstratos, com certeza. Me arrependo de cometer erro após erro. De ter perdido meses da minha vida com coisas das quais minha preocupação foi completamente em vão. Afinal, alguns problemas dependem do quão a sério você os leva.
Porém, algumas pessoas se ensoberbecem de si mesmos e acreditam que apiedar-se de seus próprios erros é oportunidade para se tornarem fracas. Mas o que seria uma pessoa fraca? Condoer-se seria algo que também torna alguém fraco?

Uou. Maiúsculas! E sim, eu escrevo com um dicionário do lado.

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[25 Jan 2005|10:54pm]
[ mood | depressed ]
[ music | it wasn't enough - good charlotte ]

é mais ou menos em horas assim que eu queria que as coisas voltassem a ser como antes.
ter alguém sobre quem jogar as frustações.
ou até melhor, não só ter alguém sobre quem jogar as frustações, mas não ter nem mesmo frustações para se jogar. sabe... se preocupar apenas com aquelas pequenas coisas que você achava que eram o suficiente até experimentar piores e perceber que nem sempre as coisas são assim tão fáceis quanto parecem.
o pior é que eu tenho uma chance de por tudo a perder. quero dizer, não sei se tem tudo a perder. é daquele tipo de coisa que por um tempo fica interrada, mas as vezes a situação tá de um jeito que você lembra dessa coisa e depois ela fica pesando nas suas costas. mais ou menos daquela que você não sabe se abre o jogo ou deixa por isso mesmo para não prejudicar ninguém, ou talvez até não prejudicar quem não deveria ser prejudicado. ou pior ainda, tem também aquelas coisas que ficam só entre duas pessoas, mas uma delas insiste em voltar num assunto que deveria ter morrido, incomodando a outra profundamente e sem noção disso.
ou então tem mais coisas que por mais que já tenham tido tempo, ainda te incomodam involuntariamente. e ainda vem outra coisa te incomodar. e depois vem o fato de não ter ninguém por perto do seu lado, não literalmente, mas em quem você saiba que, por mais que te diga qualquer coisa que outra pessoa diria, te conforta mais do que se fosse qualquer um.
por isso são em horas assim que eu queria que algumas coisas fossem como antes.
só que eu não posso exigir demais das pessoas. aliás, eu deveria talvez exigir mais é de mim mesma. ou talvez eu já esteja exigindo e não perceba?
eu não sei... mas dizem que com o tempo passa. com o tempo você conhece outras pessoas, afinal, ainda há uma vida inteira pela frente. uma vida inteira para novas frustações. uma vida inteira para novos problemas.
bom, não quero desanimar ninguém. mas é que como eu simplesmente não tenho como fazer com que esse incômodo passe, talvez só amenize escrevendo para talvez uma alma sem mais o que fazer leia e finja que me entende...

[edit]não sei nem pq eu tô reclamando, hoje até foi um dia mágico ;_;
eu reclamo demais u.u[/edit]

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[20 Jan 2005|03:21pm]
[ mood | uncomfortable ]
[ music | the chronicles of life and death - good charlotte ]

haha.
sabe quando chega numa hora que você já não sabe mais se realmente se conhece?
ou quando percebe que algumas pessoas são capazes de te conhecer melhor do que você mesmo, e acaba tentando fazer parecer o contrario agindo como nem mesmo você esperaria? parando de se importar com tudo aquilo que você costumava, parando de agir como sempre achou melhor agir, preferindo esconder tudo o que pensa ou até mesmo sente, acreditando que ninguém mais é capaz de te ajudar ou entender você. quero dizer, a gravidade das coisas que te acontecem só depende do quão a sério você leva essas coisas, então começa a simplesmente preferir não levar mais nada a sério, ignorar completamente os outro se agir por você mesmo, independete do que os outros vão pensar ou até do mal que você pode fazer pra outros ou até para si mesmo. é como se destruir, mas mesmo assim continuar tendo um pensamento falso de que tudo está bem e que nada simplesmente vai fazer diferença pra você. o ruim não é só isso. mas começar a gostar de agir assim.

parece que nada mais tem sentido.

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[14 Jan 2005|06:11pm]
[ mood | empty ]
[ music | predictable - good charlotte ]

simples, calmo... e estranhamente incompreensível. descrições do vazio de uma mente ampla e confusa, tal como todo ser humano herdou, ao menos em algum momento de sua vida. onde cada memória age como o veneno de uma serpente a cada instante de ameaça ou tortura. prisioneiros da mente e escravos de suas próprias emoções, deploráveis eu consideraria tais criaturas. porém o que muitos olhos vêem e poucos enxergam, é que a própria imperfeição é o fator para tornar perfeita a vida que lhes é dada. uma dádiva. e uma maldição. como a luz e a escuridão, uma precede a outra e há sempre o momento em que ambas partilham de um mesmo instante do dia. equilíbrio, talvez, seja a palavra que descreva a vida como "quase-perfeita"...

algumas coisas simplesmente são assim.

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[16 Jun 2004|10:20pm]
[ mood | sad ]
[ music | put your hands on my shoulder - good charlotte ]

em horas e momentos assim que eu queria simplesmente fingir que não existo, ou sumir desse mundo.
o engraçado é que quase sempre termina assim
mas a "chave" da coisa não é o como termina, e sim, somente o fato de terminar
tá, tem quase um mês isso, senão mais...
mas parece que foi tudo tão rápido
acabou da mesma forma como começou
do nada
e sem motivo

bom, talvez com um motivo
mas de que adiantam os motivos, se as melhores coisas da vida acontecem sem razão?

mas nem tudo foi questão de razão. foi questão de momentos.
eu não me arrependo de nada que fiz, nem vou me lamentar por nada que tenha acontecido. não posso culpar ninguém por nada, sequer ele, o que na verdade eu acho até que ele tá certo e sendo sincero. indiretamente, sim, mas sincero.
e o indiretamente que eu digo, bom, seria por terceiros, porque diretamente, realmente, isso não foi.

de qualquer forma
nada. nada mesmo justifica a arrogância. não do jeito que foi. agora eu não sei se espero ele largar a mão de ser orgulhoso e ignorante e fazer alguma coisa ou se eu mesma vou lá tomar a iniciativa...

bom, é nessas horas que dizem que o tempo é nosso melhor amigo

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do you think i deserve this? [10 Jun 2004|09:30pm]
[ mood | numb ]
[ music | the innocent - mest / goldfinger / good charlotte ]

o estranho é que, quanto mais eu falo para mim mesma que é besteira, mais eu pareço me importar com tudo isso...
e uma importância a qual essa situação não merece.
às vezes eu me decepciono com minha pessoa
alguém que sempre busca por novas metas e que faz de tudo para encontrar o lado bom de qualquer situação, se prendendo em fatos passados e confundindo a realidade existente com uma completamente imaginária... deu pra entender? se não, tudo bem, já esperava. nem eu sou capaz de entender, mas existem algumas coisas que às vezes é melhor não entendermos, pois podemos não gostar muito da verdade.
mas será que viver nessa prisão de fantasias e fugas da realidade pode mesmo ser a melhor alternativa? quem é capaz de viver do que não é real?
é difícil pra mim abrir os olhos... por mais que eu enxergue, mantenho eles fechados, como quem sabe, mas não quer saber. ou ao menos, fingir que não sabe, na inocente tentativa de ser feliz... mas essa ingenuidade muitas vezes constrói os problemas, o que acaba tornando as coisas mais complicadas...

porra, eu sei que ele não presta, mas esse fdp não sai da minha cabeça :~ eu realmente queria não gostar dele.

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sim sim, é assim [04 Jun 2004|11:49pm]
[ mood | indifferent ]
[ music | if you leave - good charlotte ]

algumas coisas são realmente engraçadas nessa vida
mas não no sentido cômico, no irônico mesmo...
sabe, eu realmente não entendo. como uma coisa pode mudar a sua vida, mas por causa de um pequeno detalhe posterior, tudo volta à mesma coisa, e tudo parece nunca mais mudar...
realmente, é algo repetitivo.

eu ainda não sei como aguento passar por ele todos os dias, encarar o brilho daqueles olhos...
por mais que eu possa ter ele pra mim, não inteiramente falando, mas assim, em muitos ou qualquer momento
é como se eu nunca tivesse chegado perto demais
e me aproximar fosse mais um grande desafio
não sei se mais alguém já se sentiu assim...
é como se eu quisesse ele não só naqueles momentos, mas em todos os momentos.
difícil passar algumas horas longe
difícil vê-lo num canto afastado

não quero parecer egoísta. principalmente porque eu sei que, devido a, digamos, personalidade (se é que é isso que eu posso dizer) dele, eu jamais conseguiria mais...

seria como querer demais algo que você já tem, mas não como desejava?
talvez eu esteja simplesmente exigindo demais... sabe, nem sempre tudo é como se espera. talvez efeito da televisão, que cria padrões prontos que praticamente uma sociedade inteira segue

de qualquer forma, eu não posso fazer nada. ou talvez possa. mas vai demorar... e cada segundo mais que passa, parece um instante de derrota...

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a vida é bela (?) [25 May 2004|09:04pm]
[ mood | thoughtful ]
[ music | grow up - simple plan ]

eu sei que é dificil ter dois posts consecutivos, mas tipo, nessas horas que passaram eu pensei melhor. assim, pensei mesmo. de alguma forma, foi até bom ter acontecido, sabe, me fez abrir os olhos para diversas coisas. eu aproveitei o momento não só pra pensar nisso, como também pensar na minha situação atual e na minha vida... eu ando me preocupando demais por assuntos pequenos, isso realmente me prejudica, e se eu parar um pouquinho para ver o lado bom de tudo, até os piores problemas têm um leve efeito sobre as pessoas...
vô tentar ser um pouco otimista, ou ao menos tentar... não deve ser tão difícil

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sabe que a vida as vezes cansa? [25 May 2004|06:43pm]
[ mood | stressed ]
[ music | cry little sister - joy division ]

vou pedir pra não me perguntarem o que aconteceu.
só vou falar que isso mexeu e muito com meu humor (que já tava terrível)
de qualquer forma, não sei se vou conseguir, mas eu quero mesmo dar um tempo da net... mas tem as palavras-chave: não sei se vou conseguir.
de qualquer forma, isso não é importante. só sei que as condições da minha vida ao menos me permitem continuar sempre escrevendo textos sobre minhas crises melancólicas depressivas, e duvido muito que vá mudar. por que é, leiam minhas palavras e gravem bem, é sempre assim. sempre.

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conteúdo inútil, título idiota... [23 May 2004|10:02pm]
[ mood | numb ]
[ music | long december - counting crows ]

primeiro, porque eu mudei o layout
segundo, porque eu não tenho o que escrever
terceito, porque isso não sai da minha cabeça
quarto, porque eu não sei, nem nunca soube, o que fazer da vida, e nem sei se vou chegar a saber.
quinto, porque nada melhor do que uma saída sábado a noite com os amigos e dar uma boa distraída e tirar a cabeça dos problemas
sexto, porque apesar disso, os problemas sempre voltam.
sétimo, porque não tem sétimo e eu já cansei de colocar números ordinais seguidos de "porque".

eu sou uma pessoa bastante supersticiosa. se alguém pegar um horóscopo e procurar pelo signo de peixes, pode ter certeza e eu confirmo: tem tudo a ver comigo. Principalmente quando dizem que o signo tende a ouvir demais os outros ou tem uma extraordinária capacidade para se embebedar com o astral dos outros.

de qualquer forma, isso não é o caso. o caso é que a organização toda da minha vida está sendo afetada por causa de uma pessoa. uma pessoa que por mais que eu tente, não consigo tirar da cabeça.
já fui humilhada várias vezes, também já me senti idiota e fiz papel de boba muitas vezes mais ainda, tenho medo que aconteça de novo... por isso silencio, por medo. medo de perder essa pessoa (por mais que para ela eu não signifique quase nada), de me magoar... de levar um fora ou qualquer coisa assim. mas que aconteça o que for para acontecer, afinal, acreditando ou não, se houver destino, então que ele faça seu trabalho...

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[22 May 2004|04:05pm]
Questionário. xD )
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[18 May 2004|02:49pm]
[ mood | depressed ]
[ music | feeling this - blink 182 ]

não quero dizer muita coisa porque quero fingi que está tudo bem.
quero fingir que não me importo.
fingir que não ligo.
fingir que nada está acontecendo.
mas eu adoraria. adoraria fingir que nada é verdade, fingir que na verdade nada me afeta, fingir que sou imune.
fingir que sou fria, que não dou importância a esse tipo de coisa.
eu posso superar isso. claro, posso sim... posso... posso só fingir que não me importo.
claro, até os melhores poetas fingem. fingem que sofrem e que se alegram para que alguém, algum dia, se identifique com seu poema que demonstra a mais profunda dor, por mais que inexistente... afinal, o poeta é um fingidor, pois finge dor que ele só... mas as coisas seriam muito mais fácil se a gente fingisse apenas alegria, porque dor, já tá ficando repetitivo...

[editado] 19/05/04 - eu tirei uma frase do que tava escrito... por, digamos, problemas (não, acho melhor arranjar outro termo), assuntos ou fatos pessoais... bom é isso, quem leu, não precisa ignorar, mas não leve mais tão a sério. quem não leu, bom... fica só na vontade de saber o que era, não estou afim de procurar palavras diferentes para justificar isso tudo sem precisar dizer o que realmente está acontecendo e causar mals entendidos... é isso [/editado]

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tá. tá. [14 May 2004|08:38pm]
o caso não é muito diferente de antes.
mas taí a palavra chave: não muito
não deixa de ter uma coisa ou outra de diferente de lá pra cá...
sei lá, meus amigos estavam todos naquele outro colégio
e depois, parece que ninguém mais fez questão de continuar junto
ninguém quis abrir mão da felicidade deles só pra relembrar, sabe, os tempos que conheciam outras pessoas...
o pessoal tá se fechando muito
isso é um problema
que fora do colégio
eu conhecia poucas pessoas
até conheço uma galera nesse colégio e talz, gente boa...
mas pow
até então não consegui fazer nenhum amigo propriamente dito.
talvez eu esteja pedindo demais, sim. talvez eu esteja querendo que as coisas aconteçam mais rápido, mas sempre dizem, que se quiser um amigo, corra atrás.
mas de que adianta? de qua adianta correr atras se eles ignoram essa sua insistência ou simplesmente não dão valor para o seu sacrifício?
tô cansada de correr atrás... corri atrás a minha vida inteira e nunca obtive resposta...
to começando a preferir não fazer nada
mas se eu não fizer nada, nada acontece
e se eu fizer, a coisa não muda.
o que há de errado, afinal?
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